1) EPIDERME
A epiderme é a camada mais externa do corpo e está em contato direto com o meio
externo. É um epitélio queratinizado estratificado pavimentoso composto principalmente
de queratinócitos, as células epiteliais especializadas responsáveis pela renovação, coesão
e barreira da epiderme.
A figura abaixo
mostra que esta camada externa da pele é subdividida em cinco camadas (de dentro para fora).
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Estas camadas são formadas pela diferenciação seqüencial de
células migrando da camada basal para a superfície. A epiderme se renova a cada 20 a 30
dias dependendo da região da pele. A epiderme é composta por 4 tipos celulares:
Queratinócitos, Melanócitos, Células de Merkel, Células de Langerhans.
• A camada basal (stratum basale) ou camada germinativa é a mais profunda da
epiderme e fica repousada sobre a derme. É a camada com a maior atividade
mitótica, pois contêm células-fonte da epiderme, onde há constante renovação
celular
• A camada espinosa (stratum spinosum), nome este dado às suas características
poligonais cubóides. É importante por conferir à epiderme coesão nas células e
resistência ao atrito.
• A camada granulosa
(stratum granulosum). As células possuem grânulos que são
expulsos para o meio extracelular, e que confere à epiderme impermeabilidade à
água e a outras moléculas.
• A camada lúcida (stratum lucidum). É pouco representativa, onde representa uma
transição entre a camada granulosa e a camada córnea.
A camada córnea (stratum corneum), tem espessura muito variável e é constituída por
células achatadas, mortas e sem núcleo. O citoplasma destas células apresenta-se repleto
de uma escleroproteína dura chamada de QUERATINA, rica em ligações dissulfeto (S-S),
que confere força e integridade.
Esta camada fornece 98% de habilidade de retenção de água da epiderme. A membrana
plasmática se torna grossa devido à deposição e ligação cruzada de proteínas, como a
involucrina, ao longo da superfície interna para formar o envelope córneo. O stratum
lucidum é parte desta camada.
Outros integrantes
da epiderme são as células de Langerhans apresentadoras de antígeno,
os linfócitos T epidérmicos, ambos derivados da medula óssea; os melanócitos formadores
de pigmentos e as células de Merkel neuroepiteliais, queratinócitos modificados que
possuem queratinas e formam ligações desmossomais de queratinócitos.
6.5 APÊNDICES EPIDÉRMICOS
1. Glândulas Sebáceas
2. Glândulas sudoríparas apócrinas
3. Glândulas sudoríparas écrinas
4. Pêlo
5. Unha
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas sebáceas são anexas dos folículos capilares e estão inseridas na derme e
hipoderme. São predominantes sobre toda superfície do corpo, com exceção da palma das
mãos, planta dos pés e lábio inferior.
Progressivamente as células se carregam de
gotículas lipídicas e tornam-se cada vez mais
volumosas. Depois da lipidização completa, as células se desintegram totalmente,
tornando-se, elas mesmas, o produto da secreção ou sebo.
As células mortas são repostas por mitose na periferia da glândula. A secreção é o sebo,
uma mistura de triglicérides e colesterol tipo cera. Funciona como um agente protetor e
mantém a textura da pele e a flexibilidade do cabelo.
1. O tamanho da glândula é inversamente
proporcional ao pêlo ao qual está anexado: ou seja,
uma pele com pêlos curtos são mais propensos à
acne.
2. Sua quantidade determina o tipo de pele.
3. A quantidade de sebo que é secretado é da ordem
de 1 a 2g por dia.
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
As glândulas sudoríparas distinguem-se em dois tipos: as
écrinas e as apócrinas.
As glândulas sudoríparas écrinas são glândulas tubulares
em espiral, estão na camada profunda da derme ou sobre
a hipoderme e estão presentes em todo o corpo. A sua
função primária é o resfriamento por evaporação
(transpiração).
A secreção écrina consiste de um líquido aquoso, fino e inodoro,
onde a ação microbiana
não consegue degradar. São controladas por fibras colinérgicas do Sistema nervoso
autônomo pelo estímulo térmico e fatores psicogênicos.
1. Elas secretam o suor de maneira intermitente.
2. O suor é um liquido aquoso, incolor, ácido, que contêm 99% de água, de NaCl, de
amoníaco,
de ácido lático, de ácido uricânio e de aminoácidos livres.
3. Respondem a estímulos físicos (temperatura, exercícios), e a estímulos psíquicos
(emoções – palma das mãos e planta dos pés).
As glândulas sudoríparas apócrinas são glândulas
tubulares que desembocam nos folículos pilosos nas
axilas e regiões urogenitais. A secreção é uma mistura
de proteínas, carboidratos e íons férricos que não
possui odor, porém torna-se fétida após ação de
bactérias comensais da pele.
São mais numerosas nas mulheres e na raça negra. São
sensíveis aos hormônios androgênicos e reguladas por
nervos adrenérgicos em resposta ao atrito, agentes
farmacológicos e fatores emocionais.
DERME
A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém
fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As
principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e
de
uma substância gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão
mergulhados.
A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas
sudoríparas.
Na derme encontramos ainda: músculo eretor
de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras
colágenas (resistência), vasos sangúíneos e
nervos.
A derme é o elemento de sustentação e nutrição
da epiderme e seus anexos. Contém entre 20% a
40% de água total do corpo graças, em parte, às
propriedades hidrofílicas. A sua espessura
aumenta no decorrer da infância e da
adolescência, para estacionar e diminuir depois
dos 50 anos.
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Outros componentes da DERME
1) Substância Fundamental: Responsável pelo volume da derme. Substância semelhante a gel em íntima relação com os componentes fibrosos, é a substância de
preenchimento.
2) Vasos Sanguíneos Cutâneos: Plexo vascular profundo: na interface entre derme e
gordura subcutânea. Plexo vascular superficial: nas porções superficiais da derme
reticular.
3) Nervos Cutâneos: A pele recebe sistema eferente (controle vascular cutâneo) e sistema aferente (apreciação das sensações cutâneas).
4) Células Fibroblastos: São produtores de colágeno e elastina
5) Células Migratórias de Defesa: Linfócitos e mastócitos;
6) Matriz Extracelular: Rede complexa de macromoleculares
(é o conjunto de tudo)
FIBRAS DE COLÁGENO
As fibras de colágeno conferem resistência à tração, extensibilidade e estabilidade estrutural. Estas são fibras finas na derme papilar e são agrupamentos na derme reticular; Formado por 3 cadeias polipeptídicas, cada uma helicoidal e entrelaçadas entre si (superhelicoidal); Contém caracteristicamente os aminoácidos hidroxiprolinas e hidroxilisinas;
São produzidos pelos fibroblastos.
FIBRAS DE ELÁSTINA
Estão intimamente ligadas ao colágeno. Na derme papilar: fibras finas que tendem a
correr
perpendiculares à superfície da pele. Na derme reticular: as fibras são mais grossas e
tendem a permanecer paralelos à superfície da pele.
São produzidos pelos fibrobastos. É constituído pela elastina onde conferem as propriedades de estiramento e retração
elástica.
A elastina é sintetizada por fibroblastos em uma forma precursora conhecida como
tropoelastina, que sofre polimerização no ambiente extracelular.
A deposição de elastina
na forma de fibras requer a presença de microfibrilas da glicoproteína estrutural fibrilina,
que são incorporadas à estrutura.
HIPODERME
É um tecido subcutâneo que une a derme aos órgãos profundos. É formado por tecido
conjuntivo adiposo de espessura muito variável conforme sua localização.
A hipoderme tem as seguintes funções:
• Reserva de gorduras: gorduras provenientes do fígado e do intestino chegam ao
adipócito pela corrente sanguínea sob a forma de ácidos graxos e de triglicerídeos.
• Energética: em caso de necessidade a lipólise libera rapidamente os ácidos graxos;
• Termorregulação: regula a temperatura corporal;
• Mecânica: amortecimento, sobretudo no nível dos órgãos
internos.